(*) Sueli Bacelar
A internet exerce um papel importante na distribuição de informação e conhecimento, no entanto nem tudo são flores nessa relação. Se discute a qualidade do conteúdo disponível, a autoria dos textos, entre outras coisas. Mas sabendo escolher, muito se pode aprender.
Muitos especialistas em educação discutem e opinam sobre o que deve ser usado como fonte de pesquisa na internet. A web é um canal onde muitos estudiosos, nem sempre pesquisadores, divulgam suas opiniões, teorias, artigos. Mas será que todo esse conteúdo é de qualidade? É importante destacar que muitas fontes eternizadas off-line, como encicoplédias, jornais e revistas estão no ambiente digital também. Muitos professores universitários já têm seus blogs e/ou sites pessoais. Mas é importante sempre confirmar a titularidade do autor. E isso é simples, faça uma pesquisa nos sites de buscas com o nome do autor do blog e veja tudo que diz a respeito dele. Isso já é uma boa referência. Muitos desses profissionais possuem curriculo lattes, onde estão informadas suas produções. Então, percebemos que não há só lixo, tem muito conteúdo de qualidade – é só estar disposto a encontrá-lo.
A internet possibilitou a produção de e-books, livros digitais, uma vez que não há mais a obrigatoriedade da publicação e impressão no formato tradicional através de editoras. Muitos deles são somente digitais, não chegando a ser impressos. Em paralelo a isso, também surgiu o modelo “Creative Commons” que são licenças flexíveis para obras intelectuais, usado para livros digitais gratuitos garantirem seu direito autoral. Os e-books, também, podem ter registro ISBN - International Standard Book Number. Existem, inclusive, os e-readers, que são tablets produzidos exclusivamente para a leitura de publicações digitais.
Recentemente a Amazon, livraria digital americana, lançou sua biblioteca por assinatura para membros do Amazon Prime, onde os assinantes poderão escolher entre milhares de títulos para ler de graça no Kindle – tablet produzido pela empresa somente para ler ebooks, incluindo mais de 100 best-sellers atuais e antigos do New York Times, com limite de um livro por mês.
O Google possui três produtos voltados diretamente à disseminação do conhecimento, são eles: Google Reader, Google Academics e Google Books. O Google Reader é um concentrador de conteúdo de blogs, enquanto que o Academics disponibiliza artigos científicos, monografia e afins e o Books disponibiliza livros, em parte ou completos. Sendo todos uma excelente fonte de pesquisa.
É possível localizar nas redes pessoais perfis que costumam disseminar conhecimento / informação sobre um determinado assunto, como também formadores de opinião. E então, se vincular a eles para se manter informado sobre o assunto que se deseja acompanhar.
Ao mesmo tempo em que se ganha na quantidade e facilidade da informação disponível, se perde na elaboração de trabalhos. Uma vez que o uso do computador trouxe a funcionalidade ‘copiar / colar’, que é vastamente usada por muitos como uma forma de produzir textos facilmente, sem nem mesmo realizar a leitura do que está sendo copiado, deixando de lado a arte de fazer resumos e de interpretar, que é onde se encontra o grande valor dos estudos.
Não é a toa que a internet é conhecida como o grande portal da informação. Através dela é possível quebras as barreiras das livrarias e bibliotecas, pesquisando o que se deseja através de palavras, frases; não buscando somente por autores e suas obras. Mãos à obra, o conteúdo está ao seu alcance!
(*) Sueli Bacelar é formada em Processamento de Dados, pós-graduada em Ciência da Computação é gerente de Governança e Inovação da Emgetis e estudiosa dos assuntos de internet.
Reprodução do Artigo publicado no Jornal Cinform, edição 1496, 12 a 18 de dezembro de 2011